OS SOLDADOS DE JESUS – UMA DECLARAÇÃO SOBRE A MATÉRIA DO THE WASHINGTON POST

O jornalista Terrence McCoy publicou uma matéria interessante no jornal norte americano The Washington Post sobre os intitulados “soldados de Jesus”. Um grupo de traficantes que se dizem evangélicos e vêm atacando membros e templos de religiões de matriz africana.

A minha primeira crítica a matéria é que Terrence deveria ter pesquisado mais o assunto, antes de publicar um assunto que denegri a imagem dos evangélicos brasileiros, lendo a matéria eu percebi que somente um lado foi ouvido e todos sabem que o jornalismo deve ser imparcial. Deixo bem claro aqui que sou totalmente contra qualquer tipo de intolerância, temos o direito de discordar, mas precisamos respeitar idéias que se contrapõe seja ela em qualquer esfera social. Sempre ensinei aos meus alunos, o ser humano está acima da religião. Se no passado as religiões africanas se favoreceram por acolher os grandes criminosos do estado, hoje sofre retaliação dessa nova geração que não os aceitam.

 O fato citado na reportagem acontece na cidade de Duque de Caxias, minha terra natal, Terrence perdeu a oportunidade de me entrevistar. O repórter ouviu somente as vítimas e pegou alguns dados com sociólogos, se Terrence me chamasse para um bate papo, tomar uma coca cola, com uns petiscos no Caxias Grill, essa matéria continuaria com o mesmo tema, mas com conteúdo diferente.

As poucas pessoas lúcidas que moram no Rio de Janeiro, sabem que esses traficantes se intitulam evangélicos, porque foram criados na Igreja e se afastando da sã doutrina por algum motivo, se deixaram seduzir pela ilusória vida do crime. Não há incentivo pastoral para tal coisa, há um sentimento de ignorância da parte do individuo revestido pelo mal que os impulsiona a tal coisa. Infelizmente estão associando esses atos a Igreja, como se a ordem estivesse partindo de alguns pastores.

Contaram muitas coisas para o Terrence, mas não falaram a ele do belo trabalho de evangelização que as igrejas realizam nas favelas do Rio de Janeiro, fazendo a ressocialização do individuo. Ninguém contou para Terrence, que evangélicos chegam a locais desprezados pelo Estado. Contaram para Terrence que o estado é berço da Igreja de Edir Macedo, explorador da fé, mas não exaltaram o belo trabalho de evangelismo da Igreja Universal, nas madrugadas, com o projeto “Anjos da Noite” que leva comida e roupa para moradores de rua, enquanto jornalistas tendenciosos dormem, e que a mesma Igreja oferece cursos de capacitação profissional em presídios, tendo outros trabalhos sociais. Talvez contaram para Terrence a história de um pastor que recentemente saiu da cadeia, um tal de Marcos Pereira, e que este pastor era associado com o tráfico, acredito que se Terrence soubesse que esse ex detento, arrancou vidas do tribunal do tráfico, homens e mulheres, amarrados com fita adesiva, com cordas, dentro de porta mala, dentro de pneu, enxarcados de gasolina, torturados, com partes do corpo decapitado, começaria a refletir no conteúdo que ele estava escrevendo em seu processo mental, enquanto ouvia as vítimas. Terrence também não ficou sabendo que no Rio de Janeiro há muitas casas de recuperação para viciados em drogas e álcool, dirigidas por pastores, que não recebe ajuda de ONG e nem do governo, é sustentada com a doação de pessoas, de diversas religiões que acreditam no projeto.

Diariamente os jornais postam em suas capas as ações da polícia contra traficantes, noticiam as vidas que se perdem por bala perdida, crianças que perdem a inocência e o encanto pela vida para servir o crime, nunca a polícia matou tanto no Rio como em 2019, o caos está em todos os programas televisivos. Enquanto a sociedade se apavora com as estatísticas crescente da violência, a mídia procurando meios de tirar a força dos evangélicos em Brasília, irmãos e irmãs que não possuem ao menos uma credencial de diácono ou diaconisa, estão nos lugares mais inóspito da cidade arrancando vidas das mãos da morte, levando a palavra de vida do Filho de Deus, pois enquanto o Estado coloca as suas máquinas de guerra para matar, Jesus envia a Igreja, sua máquina de gerar vidas, para realizar o que o Estado não pode realizar. Só que isso não aparece no jornal, esses homens e mulheres são anônimos, por vez conhecidos nas comunidades que pregam, mas desconhecidos da sociedade geral. Seus nomes não saem nos jornais como heróis, mas estão lá escritos no livro da vida e disso Terrance não ficou sabendo.

Terrance poderia ter caminhando mais sobre assunto, se fosse além da curva, veria um horizonte que ninguém lhe contou. É lamentável esse ato de violência, de perseguição, contra os praticantes de religiões africanas, todo ato de agressão deve ser repudiado, inclusive o religioso. Esses “soldados de Cristo” não representam o pensamento dos evangélicos, e nem tão pouco a Igreja pode ser maculada por causa deles. Jornalismo deve ser imparcial, e cabe ao jornalista questionar tudo o que ouve. Ouvir uma parte e fazer daquela informação uma verdade é ser tendencioso. Terrance poderia ter me ouvido e eu lhe mostraria os verdadeiros “soldados de Jesus”.

A matéria não se resumiu a esse assunto, têm mais coisas, Terrance coloca alguns dados interessantes sobre o crescimento dos evangélicos, a força que temos ganhado em todos os âmbitos da sociedade. Eu ainda voltarei a falar do Terrance McCoy, e quem sabe Terrance não lê esse texto.

Segue o link para você ler a matéria no The Washington Post: https://www.washingtonpost.com/world/the_americas/soldiers-of-jesus-armed-neo-pentecostals-torment-brazils-religious-minorities/2019/12/08/fd74de6e-fff0-11e9-8501-2a7123a38c58_story.html

Um comentário em “OS SOLDADOS DE JESUS – UMA DECLARAÇÃO SOBRE A MATÉRIA DO THE WASHINGTON POST

  1. Parabéns, Alan C. Batista, pelos comentários. Deus te abençoe.

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